Lemnbrando que a ultima frase sempre é um link para uma música relacionada ao post.

sábado, 20 de abril de 2019

Luz!

Resultado de imagem para luz interior
Há um foco de luz em meu ser.
Hora fraco, hora cresce.
As vezes extrapola a pele.
Cada vez mais seca e grossa.
Este foco de luz em meu ser.

Então quem por ventura enxergue
Pode então se guiar, e me segue.
Mas quando o foco está fraco...
Olho então para os lados.
Procuro uma luz no horizonte.
E assim qualquer foco que vejo
As vezes perto, as vezes longe...
Me atrai, hipnotiza.
Me agarro à esta baliza.
Me alimento de calor e luz.
Reacendo e parto...
Agora não sugo, propago!

Luto!

Luto.
Há um gozo necessário ao tormento.
Para cada pessoa, em seu próprio momento.
Ao seu próprio modo, luto.
Resultado de imagem para luto

E eu, você, na inevitável recuperação.
Divergente introspecção.
Incomparável motivação...
Por fim, superação.

Luto!
Neste momento ao ofertar a mão.
Luto!
Mas tudo passa, quer queira, quer não...
Até o luto.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Tê Bê Tê - Quarteto Bê Tê

Meu Tê Bê Tê é futuro.
Resultado de imagem para futuroÉ algo que ainda é por vir.
Não que o passado seja obscuro.
Tão pouco, sem motivos para sorrir.

Meu Tê Bê Tê é vindouro.
Adornando minha semana inteira.
Embelezando com aromas e ouro.
Desde a sexta até quarta-feira.

Meu Tê Bê Tê não se posta.
Resultado de imagem para prazeresNão se olha, não se escuta, só se sente.
Esperança que alegra o presente.
Pergunta que não fica sem resposta.

Meu Tê Bê Tê é conjugado
Em todos os tempos verbais.
São todos os prazeres atuais.
E o que ainda há de ser explorado.

Jalba Santiago dos Santos Segundo

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Metáfora Cancerígena / Pré exclusão Sócio-Penal.

                              Numa busca por compreender e explicar o fenômeno criminológico e as consequências da atual abordagem a ele dispensada, uma metáfora surgiu como uma forma de facilitar este entendimento.
A metáfora consiste no seguinte: Imaginemos que a sociedade é um “corpo humano” e cada indivíduo é uma célula. Quando uma célula tem um comportamento diferente do esperado ela pode desencadear uma série de reações deste corpo. Estas reações seriam os fatos sociais. Então, as reações podem ser consideradas normais ou sintomas de doenças. Assim, cabe ao Médico eleger aquelas reações aceitáveis ou as que são sintomas de doença. Após este diagnóstico, resta ao médico eleger qual será o remédio “adequado” para cada sintoma. Este médico equivale ao legislador. A depender da formação, do interesse ou da linha doutrinária de cada médico, ele vai optar por um tratamento natural (Chá, dieta adequada, repouso) ou por um tratamento quimioterápico, que expurga do corpo as células “anómalas”. O tratamento natural seria como a educação, cultura, assistência social ampla. Já a quimioterapia seria o Estado policial, a própria polícia, o encarceramento. Quando o Médico é voltado para o tratamento natural, ele atua de forma preventiva, sem uso de drogas químicas. Então, a medicina natural e preventiva seria a oferta de educação pautada em bons valores, cidadania e a oferta de qualidade de vida de forma ampla; o que atingiria o máximo de indivíduos, ou seja: evitando que células tenham comportamentos que provoquem doenças. Mas tratamento natural não enriquece a Industria Farmacêutica, pois sem doentes não se vende remédio. Da mesma forma que  prover educação, conhecimento, assistência social e qualidade de vida não enriquece os grandes capitalistas, pois enfraquece a cultura do consumo (Consumo = Remédio = Drogas).
 Resultado de imagem para industria farmaceutica
Observem que da mesma forma em que nas escolas de medicina há um incentivo ao uso de terapias farmacológicas em detrimento aos remédios naturais, na nossa formação acadêmica, em geral, há um fomento à cultura de manutenção do status quo atual, tanto no que tange a ideia de que a justiça e distribuição de assistência social é algo humanamente impossível, quanto na defesa de rótulos, preconceitos, valorização do TER em detrimento do SER... Logo nossos médicos acreditam que remédios caseiros e naturais não funcionam, independente de sempre terem funcionado. Então o processo de exclusão criminal começa quando nossos legisladores se voltam a favor de interesses capitalistas, e valorizam a Economia e o Mercado em detrimento do bem-estar Social e da defesa da qualidade de vida para todos. Nossa medicina, por meio de seus médicos, cria doenças para vender remédios. Elege os hábitos daqueles a quem querem oprimir como crime (doença), designa tratamentos químicos (cadeia) para a massa, mas aos que gosta, buscam logo uma “medicina alternativa”. Aos que gosta, adotam uma “medicina preventiva”, ofertando-lhes educação, assistência médica e qualidade de vida. Mas, quando o tratamento preventivo falha e uma célula a quem se tem apreço se comporta de forma anômala, um chá resolve. Porém, aqueles que não gozam do apreço da “indústria farmacêutica”, além de não terem acesso à qualquer ato de prevenção de doenças, sempre que apresentam os sintomas eleitos como doença, são submetidos aos tratamentos com as drogas mais pesadas. Se para uns, uma transpiração é uma reação natural do corpo ao calor, para outros, logo é diagnosticado uma “sudorese excessiva”, e o tratamento mais pesado é receitado. Nossa justiça tem dado demonstrações diárias da desigualdade de todos perante a Lei (ou CID – Classificação Internacional de Doenças).
Resultado de imagem para injustiçaOnde está, então o problema da criminalidade? Penso que enquanto colocarmos o interesse da “Industria farmacêutica” como prioridade em relação aos interesses da Saúde Coletiva. Enquanto nosso Médicos forem formados e exercerem a medicina voltada para criar doenças e vender remédios. Enquanto não se adotarem medidas de prevenção às doenças, sempre teremos muitas células cancerígenas e a quimioterapia será inevitável.
Resultado de imagem para bem estar social
Precisamos de uma educação voltada para a caridade, cidadania e respeito ao próximo além da crença de que esta educação dará certo. Precisamos de Legisladores que de fato representem os interesses do bem coletivo e que legislem em prol do povo. Só assim poderemos diminuir o uso de tratamento químico (polícia), diminuir a necessidades de UTI (presídios) e veremos que muitas vezes, para aqueles poucos que realmente adoecem, um chá (penas alternativas, medidas sócio afirmativas, políticas de redução de danos) já curaria a doença.
 
Jalba Santiago dos Santos Segundo!

terça-feira, 6 de junho de 2017

Discordância Verbo-Nominal!!

Idéia na cabeça nós vai rimano.
Falano escreveno do jeito que dá.
Falo do que vejo, ou que tô vivendo.
Do que está doendo.
Do que faz sonhá.

Se tu me incomoda com o que está fazeno.
Espalho pro mundo o que não gostei.
Não importa se gostas do que estou dizendo.
Sigo discordando.
Pronto! Rimei.

Então o que digo ,
O que sai de minha boca.
Resultado de imagem para gramaticaNão é ideia louca.
Carrego comigo.
Se troco um pronome.
Não ligue pra isso.
Repare no nome
De quem é inimigo.

No baixo relevo
Do traço que escrevo.
Se a rima não encaixa, não há relevância.
Se fazem algo errado, não há concordância.
Não calo, não choro.
Grito o que discordo!
Resultado de imagem para discordancia

Olhano!
Sofreno!
Rimano!
Escreveno!
Xiano!
Acertano!
Errano!
Viveno!
Discordano...


Jalba Santiago dos Santos Segundo

terça-feira, 18 de abril de 2017

15 dias sem lavar!


Resultado de imagem para brilhoEm todo reencontro há um brilho.
Brilho no olhar, na luz, no céu.
Brilho artificial ou “in natura”.
Da luz do trem, no trilho.
Da chama, fogaréu.
Gigante ou miniatura.

Resultado de imagem para reencontroEm todo reencontro há um brilho.
Se não era meu, era seu.
Dizem que brilho só se vê, não tem textura.
Brilho pra olhar, sem gosto ou cheiro.
Faz fechar os olhos, que nem beijo.
Mas só beijo com candura.
Beijo em seu apogeu.
Que nem estoura de pipoca...milho. 

Resultado de imagem para beijo no rostoMas hoje vi brilho que não brilha.
Com cheiro e textura e talvez gosto.
Tava no lábio sem ser beijo.
E veja só que maravilha.

Jalba Santiago dos Santos Segundo

Percussão!

Resultado de imagem para clave sol 3dEu que corro da harmonia.
Hoje me vi sereno e calmo.
Justo por um Tum Tum descompassado...
Um Toc Toc ritmado...
Surgiu, do contra tempo, a alegria.

Acorde! Remidos e bemóis me disseram.
Resultado de imagem para percussãoE o bit acelerado me animou.
Depois, numa grande escala, tudo mudou.
Com um surdo num marco sincopado.
Deixou meu coração mais relaxado.
E as notas 10 em minh'alma reverberam.

E o Sol se pôs.
E tenha Dó de mim...
Eu toco tambor e não viola!

Jalba Santiago dos Santos Segundo

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Sobre misoginia, rótulos e outras palhaçadas que desgraçam a humanidade!

              Inicialmente gostaria de registrar duas coisas. Uma se relaciona com a forma que vocês poderão interpretar este texto. A outra se relaciona com a forma que você pode me interpretar. Este texto é, acima de tudo, uma opinião particular, logo, pode (e deve) ser contestada, mas apesar de não pretender mudar a opinião de ninguém (Só quero bagunçar o coreto mesmo! rsrsr) deve, como toda opinião, ser respeitada. Na discordância é que se mostra o verdadeiro respeito! A outra coisa é que estou escutando, para escrever este texto, The Velvet Underground.
 
               Pessoas são sempre diferentes! Parece óbvio, mas o ser humano está tão empenhado em vencer a competição de quem está certo, que para impor suas opiniões ignoram preceitos básicos de uma convivência pacífica. Esquece que, sendo diferentes, é natural que as pessoas pensem de forma diferente. Contudo as coisas não se resumem a CERTO E ERRADO. Sendo diferentes, com comportamentos diferentes, potencialidades diferentes... também não nos resumimos a uma simples eleição de MELHORES OU PIORES. "Toda pessoa sempre é as marcas das lições diárias de tantas outras pessoas!" Genialmente Gonzaguinha nos mostra que neste "mosaico-caleidoscópico" infinito que é um indivíduo, tentar resumir a definição de uma pessoas a um punhado de rótulos acaba sendo uma tarefa interminável e deveras injusta. O rótulo atribuído é uma injustiça individual e coletiva. Ignora características particulares de cada indivíduo naquele conjunto e acaba por atribuir à totalidade de indivíduos, características que eles não possuem. Cada pessoa é o que é e só cabe a ela gozar dos benefícios e pagar o preço de ser como é.
 
               Sou homem! E daí?! Na minha opinião, a única coisa que me faz homem foi um cruzamento de cromossomos (Depois de um cruzamento entre meus amados pais. rsrsrs) que biologicamente me fez assim. Não sou igual a nenhuma mulher! O que não me faz ser igual aos outros homens (Se está em dúvida, volte ao parágrafo anterior!). Tenho semelhanças e diferenças em relação à todos os homens e mulheres que existem. Mas isto não me torna melhor ou pior. Não me dá "direitos". Sou homem, Policial, Capoeirista, protótipo de Escritor, Estudante, Professor, Pai... mas antes de mais nada, sou Eu. Conheço muitas mulheres que na PM são menos operacionais que eu, na Capoeira jogam menos que eu, escrevem pior que eu, tiram notas menores que as minhas, não tem paciência para ensinar, abandonam os filhos; mas conheço outras mulheres que na PM topam, operações que eu nem ouso pensar em ir, jogam Capoeira mil vezes melhor que eu, são escritoras maravilhosas, "CDF", professoras incomparáveis e maravilhosas Mães. Sabem o que o fato delas serem mulheres tem a ver com isto? NADA! Elas são assim pois os contextos internos e externos de sua vida simplesmente conspiraram para isto.
 
               Surge então a pergunta: Se todos são diferentes devemos tratar todos iguais? SIM! Lembrando que tratar igual é uma premissa intimamente ligada à tratar com justiça. Pessoas erram e acertam de forma individual, mesmo quando agem coletivamente! Em uma briga de torcida, por exemplo, todos brigam, mas nem todos tem a oportunidade de bater... Alguns só apanham, mas não deixaram de brigar por isso. Porém os que batem merecem a pena por ter brigado e batido. Os que apanham merecem por ter brigado e apanhado... Se as pessoas erram individualmente e acertam também de forma individual, quando ela errar, deve pagar pelo seu erro e quando acertar deve ser premiado, também de forma individual! Menos meu filho, pois para ele, acertar não é mais que a
obrigação! (Brincadeirinha! Papai te ama!) Dito isto, não é justo que eu seja rotulado pelo erro (ou acerto) de algum homem pelo simples fato de eu ser homem. Durante a minha vida fui obrigado a suportar diversos preconceitos. Já me chamaram de MACHISTA por ser Homem, LADRÂO por ser negro, VAGABUNDO por ser Capoeirista, TRUCULENTO por ser PM, HOMOFÒBICO por ser heterossexual... Mas o pior é que normalmente as pessoas que me rotularam eram justamente aquelas que pousavam de baluarte da retidão e justiça. Que fique bem claro que eu não sou santo. Mas não é justo que ninguém pague pelos meus erros, muito menos que eu pague pelo os dos outros.
 
              Existem HOMEM MACHISTA? Sim! Mas não é o fato dele ser homem que o torna um machista, pois sabemos que existem mulheres machistas também. Existem NEGRO LADRÃO? Sim! Mas não é o fato de serem negros que os tornam ladrão, pois temos brancos, amarelos, vermelhos ladrão também. Existem PM TRUCULENTOS? Sim! Mas também não é o fato de serem policiais ou militares que os tornam truculentos, pois temos muitos PM que agem tecnicamente, sem qualquer abuso e temos pessoas truculentas nas mais diversas profissões. Então, estas associações são SEMPRE INJUSTAS!
 
               A humanidade tem se mostrado, ao longo da história, preguiçosa e interesseira, sempre que a avaliação do outro é base para as tomadas de decisão. A opressão se manifesta tanto nas decisões de Estado, quanto numa ínfima relação interpessoal. Tudo começou com a Lei do Mais Forte. Mas infelizmente parece que esta lei nunca é revogada, apenas a força passa a se manifestar de outra forma. Estamos então na era do discurso e das redes sociais. O mais forte tem sido aquele que consegue manipular a opinião pública  para angariar status e influência. Vejo, então, uma série de falsos profetas que sob o argumento de defesa dos Direitos Humanos, pregam um verdadeiro discurso de ódio na tentativa de, com o crescimento de seu "rebanho" passe a ocupar o mesmo lugar daquele que tanto critica. É o OPRIMIDO querendo virar o OPRESSOR, ao invés de querer acabar com a OPRESSÃO. Infelizmente, também vejo pessoas muito boas e bem intencionadas sendo manipulados por estes e tantos outros falsos profetas. Mas fatalmente, e eventualmente, a máscara cai. O discurso se fragiliza quando observamos os atos do dia a dia, bem como a postura, quando são detentores do poder decisório. Obviamente, eu estaria sendo injusto se acusasse todos aqueles que se envolvem na militância dos Direitos Humanos. O problema não é a militância e muito menos as lideranças. O problema que agora se manifesta é o mesmo do período paleolítico, da Roma antiga, dos conflitos entre povos na África, da Alemanha nazista... O PROBLEMA É O SER HUMANO!
 
               Mas a solução também é o próprio ser humano. Creio que estejamos em um processo evolutivo e a observação crítica deste fatores é um passo fundamental para a nossa correção. Mas esta correção deve ser trabalhada individualmente. Ainda que as boas ideias, os bons valores devam ser pulverizados para que alcancem o máximo de pessoas, cada pessoa deve se preocupar em melhorar a própria conduta e em dar um bom exemplo. Se somos diferentes, temos aspectos diferentes a serem trabalhados. Assim, quando todos melhorarem, a coletividade também irá melhorar. Que coletividade é essa? As pessoas. Pessoas que de igual só tem três coisas: Todas tem uma vida. Todas vão morrer um dia. E todas são diferentes entre si!

            Vamos respeitar as diferenças, pois assim estaremos nos respeitando!









Ps.: The Velvet Undergroud era uma banda de Rock'n Roll psoicodélico, comandada por uma mulher (Nico) e por um homossexual (Lou Reed). Agora quero ver quem vai ter a cara de pau  de insinuar qualquer coisa sobre isto, após ter lido este texto!! rsrsrsr

domingo, 1 de janeiro de 2017

Reveillon!

Ainda que nada tenha nexo
Que o mundo tenha sido perverso
Que o ano tenha sido complexo
Que os amigos tenham estado dispersos
Que no espelho, lhe assuste, o reflexo
Que o bem e o mal se mostrem controverso

No fim do túnel há sempre a luz
Há sempre um flor que brota
Um amor que seduz
Um gargalhar de uma anedota
Um Deus que nos conduz
Um som... Uma nota.

Pois bem! Sigamos resignados
Numa progressão, sem alarde.
Sem fraquejar, concentrados.
Ignorando os covardes
Pois este ano mal está começado
Sejamos felizes, antes que seja tarde!

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Não era pra ser hoje! Não era para ser assim!

Hoje não era dia de poema.
Mas as coisas vão se acumulando...
É uma corrupção aqui
Um grande amigo que morre ali
Sabe como é... Sempre tem um problema.
Ai, um poema vai se formando.

Hoje não era dia de poesia.
Era dia de relaxamento.
Dia de visitar amigos.
Dia de curtir o momento.
Até reler poemas antigos...
Mas algo mudou neste dia.

Hoje não era dia de escrever.
Era dia de cortar os baobás
Dia de gargalhar junto aos meus...
Mas hoje duvidei dos Orixás.
Questionei a justiça de Deus.
Hoje nem era dia de ler.

Mas hoje vai ser dia de passar...
Igual a ontem,  ler um livro, ver tv.
Um chá de camomila, sorver.
Dormir, deitar...
Pois amanhã, te abraçar...
Superar e agradecer!

Mas hoje foi complicado!

(Poema em homenagem ao grande amigo e exemplo de ser humano "João Daltônico"! Jhonny, nada acaba agora! E sua luta permanece sendo a minha!! Pinta aquela arvore e colore o paraíso!)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Poema a forceps.

Depois de tanto tempo um poema
Do nada, a inspiração me surge
Nem sei se por grafia ou por fonema
Documentar as rimas agora urge

Motivos para escrever tenho de sobra
Amor, tragédias, concretude, ludicidade
Mas resumir sentimentos em obra
Neste contexto beira a insanidade

Se espera nexo, decepciono
Já que o que eu sinto agora é indefinido
Tentar compreender... Caso perdido
Se nem do meu pensar me faço dono

Por fim me resta agora a noite em claro
Tentando impor contexto ao que eu escrevo
Eu mesmo me pergunto como me atrevo
Se os versos só expões meu despreparo

Jalba Santiago dos Santos Segundo

terça-feira, 8 de setembro de 2015

De boa na lagoa!


Prossigo de qualquer maneira.
Sigo sem eira nem beira
Por entre punhos fechados
Armas e dentes serrados.

Não mais me assusta o estampido
Nada me incomoda os ouvidos
Nem o falso estrondar dos que só fazem ruído
Dos que bradam nas redes sociais
Lutando sempre por suas causas pessoais

Prossigo sem ligar pra eira
Ligar pra beira
Ou qualquer outra asneira.
Sendo de direita ou esquerda, nem penso
Só me preocupa gozar no centro
Da cara de quem a todo momento
Guerreia com seus moinhos de vento
Faxinando todo o mundo, menos dentro.



Mas não se preocupe comigo
Já que só pensa no próprio umbigo
Deixe minha vida de fora
Só me chame quando chegar a hora
Hora de não se desgastar atoa
Não "desdeboe" quem está de boa!



Jalba Santiago dos Santos Segundo

Todos os dias!

Então percebi que não sei seu aniversário.
Passa-se um ano...
Dividimos lençol, toalha, pano.
Chegamos até a suscitar algum plano...
E não sei seu aniversário!




Se cair a net, ficar sem "Face", eu me atrapalho.
Pode até me chamar... paspalho
Penso em tudo, menos uma data.
No seu olhar que o coração arrebata.
Mas com a maior cara de otário...
Não sei seu aniversário!








Lembro de você dia e noite.
Quer no jardim do éden, quer no açoite.
Lembro que comemoramos dia vinte e dois
Lembro do antes, durante e depois.
Lembro que para amanhã, me pediu flores.
Que pra você sou todo amores...
Mas mesmo depois de um esforço arretado...
Não lembro de seu aniversário!

Então...Comemoremos todos os dias!

Jalba Santiago dos Santos Segundo

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Odontologia da moda.


É preciso desconstruir a estética
Do moreninho forte, Branquinho Parmalat.
Porquê nossa concepção, zero quilate
Se constrói numa onda bostética
De inteligentes que late.

Diariamente compro briga com a toga.
Com bermudas e chinelos acadêmicos.
Onde o olhar crítico nos destrói como uma droga.
Protesto contra o preconceito endêmico.

Já que quero ser querido de verdade
Demonstro menos do que valho.
Despisto seu gostar, por vaidade.
Pouco compro, pouco ostento, pouco malho.
Rejeito minha casca, falsidade. 

De fato sempre me visto com o “mau hábito”.
Sacro, santo, boêmio meretrício.
Vejo proveito tanto na virtude quanto no vício.
Aceito à todos sem ser Juiz neste conflito.

Um belo sorriso abre portas.
Mas a quem serve restringir o que é o belo?
Se mais belo que o sorriso é o seu motivo.
Sorriso de bocas tortas...
Sorriso banguelo...
Sempre belo o sorriso.

É preciso desconstruir a estética
De rimas intercaladas e redondilhas.
De versos “Euroglobais” na linha poética.
Rasguemos poemas, prosas, tratados, Tordesilhas...

Mostremos, sem pudores, o que pensamos.
Sejamos sem vestimentas à quem amamos.
Escrevamos sem estar presos ao que rimamos

Jalba Santiago dos Santos Segundo

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Não saber... Não ordenar!

De tanto que amei e me vejo amado
De propósito me posto limitado
Não importa se até sigo amando
Não quero ordens nem sigo mandando

Limito, porque quero, o meu saber
Pois no mistério é que cresce o meu querer
E aos poucos escapa-me o que ocultava
E até gostei, gozei pois me desvendavas

Se oculto, quando me escondo, mais devassado
Se mostras, e de tão clara, me cega, a luz
Já sabes cada segredo que me seduz
E de tão solto, nunca saio do seu lado

De tanto amado me vejo assim
De solto prendo-me de propósito
Só importa se gostas de mim
És anarquia e eu escravizado!

Jalba Santiago dos Santos segundo

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Usucapião.

Não ouso quer-te minha.
Tão pouco postar-me teu.
Se agrado-te, mereceu.

Não ouso fazer-te minha.
Nem profetizar o destino.
Condenar-te a tal desatino.
Vincular-te a mim eternamente.
Prefiro ofertar o que se sente.
Sentir o que não se mente.
Mostrar só o que vem à mente.
Viver tudo intensamente.
Sem ligar pro que vem à frente.

Não ouso anunciar-te minha.
Nem me preocupar com o que falem.
Só nós sabemos quanto valem...
Os toques, que não tocamos agora.
Os beijos que não nos expuseram, lá fora.
Os sons que não incomodamos à essa hora.
A estrada que não te levará embora.

Mas nesse instante o desejar-te se perpetua
Então ouso te tocar em pensamento.
Possuir seu corpo e alma num momento.
Usurpar todos os seus sentimentos.
Para que tão logo te veja aqui... nua.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Heroína.

Quando o mundo te oprime.
Se pedes socorro.
Posso não ser o Zorro
Ou qualquer anime.

Mas não meço esforços.
Nem conto conversa.
Afasto os destroços.
Aparo as arestas.

Do monstro te protejo.
De noite ou de dia.
Te dou alegria.
Realizo os desejos.

Espanto a tristeza.
Te mostro a saída.
Supero a fraqueza.
Te dedico a minha vida.

Do mundo te salvo.
Não passas apuros.
Pulo qualquer muro.
Acerto no alvo.

Fazendo assim.
Salvo a minha sorte.
Me sinto mais forte.
E salvas à mim!

sábado, 7 de junho de 2014

O Deus Sol de cada um!

               O sol não me persegue. Há um Sol dentro de mim! Não haveria de ser diferente. Tenho motivos, vantagens, compromissos e principalmente obrigações que não me permitem ignorar este Sol, que em mim reside. Há um Sol dentro de mim. Isto independe de como esteja o clima, de qual seja a época do ano... ter um Sol dentro de mim é uma realidade. Mas o que representa este Sol?
             
               Devo admitir que os efeitos deste Sol não é constante. Ainda que ele esteja sempre aqui, Iluminando e irradiando energia, tenho meus invernos e minhas nuvens. Por ser humano e dotado das mais variadas fraquezas, há momentos em que a tristeza, solidão, raiva, vaidade e outros defeitos encobrem este Sol. Nesses momentos o frio toma conta de mim e algumas vezes chego a ficar perto de desistir da minha obrigação de ser feliz. Mas o Sol continua aqui. Então a nuvem passa, a primavera chega e minha luz volta a irradiar. Não podemos esquecer que as nuvens são passageiras e que só há inverno quando a Terra se afasta do Sol. Assim, caberá sempre a mim me aproximar de meu Sol! Isso é uma obrigação, não uma opção.

               Porque devo deixar meu Sol brilhar? Deus não nos colocou neste mundo para que o sofrimento seja uma constante. Nossas dificuldades, nossos problemas e tudo o que nos faz sofrer são a nossa preparação para ser feliz plenamente. Mas se Deus nos quer feliz, quem sou eu para agir de forma contrária? Acho de uma arrogância, prepotência e estupidez tão grande, aqueles comentários de pessoas que ficam contando miséria, espalhando aos quatro cantos o quanto é infeliz e como a sua vida é difícil. Quem elas pensam que são para achar que podem manter esta nuvem entre o seu Sol interior e o mundo aqui fora? É muita cara de pau achar bonito ou aceitável viver de forma depressiva e tristonha, mesmo sabendo que Deus não nos quer assim. Meu Sol brilha e isso não é uma qualidade minha. Nada mais é que a minha obediência à minha fé.. ao meu Deus. E você? Está permitindo que seu Sol brilhe?

               Devemos deixar o nosso Sol brilhar e também devemos permitir que a energia do Sol de outros nos contagie. Temos que ser contagiantes, também!!! Não devemos nos abater e caso isso seja inevitável, devemos tratar da recuperação, o quanto antes. Todos tem um Sol dentro de si. O meu se mostra nas pequenas coisas e ele me faz ver a beleza das pequenas coisas também. Assim o meu mundo, iluminado, é sempre belo, colorido e de temperatura agradável. 

               Estamos no mundo por um propósito divino. Deus nos criou para sermos felizes! Este Sol é a chama divina que há dentro de mim. Este Sol é a Luz que me serve de farol, traça meus caminhos e ilumina meus objetivos. É a energia que impulsiona minha "máquina", para que a missão seja cumprida, para que os obstáculos sejam superados e para que eu esteja sempre em movimento. É o calor que me faz acolhedor aos meus amigos, que aquece o coração de meus amores e que me mantem vivo! Este Sol é o próprio Deus dentro de mim. Não o Deus de qualquer religião. Deus como essência criadora, transformadora e mantenedora do mundo... mundo dentro e fora de mim. Deus, Amor, Natureza, Paz.


quarta-feira, 14 de maio de 2014

Toque que te vejo gosto!

Vivemos e fecho os olhos.
De longe te vejo e olho.
Te olho e logo te sinto.
Mas sinto, se fecho os olhos.

Se escuro, apuro o tato.
Textura me lembra olfato.
Olfato arrepia a pele.
E o pulso que se acelere!

Memória faz real o toque.
Cenário traz pra boca o gosto.
Palavras no ouvido, o gozo.
Adrenalina à reboque!

O corpo logo se anima.
A vista é que inspira a rima.
Explode o verbo contido.
Poema de mil sentidos!

Jalba Santiago dos Santos Segundo

terça-feira, 22 de abril de 2014

"Ortofrutigranjeiro!!"

No hábito de brincar com as palavras
Quer seja com prosa ou poesia
Plantando rimas em meu dia a dia
Colho muitos poemas em cada safra.

Mas nesse semear, vocabulário
Há erva que sequer ouso encostar
É flor que não integra o meu rosário
Tal fruta venenosa, palavra amar

Degusto, sorvo todo alfabeto
Toco e cheiro cada palavra-flôr
Só não consigo chegar perto
De por na boca a palavra amor

Provar eu vou, fruto proibido!
Se seus efeitos me corroem à distância.
Já que é a distância que me faz constrangido.