A oferenda segue no mar
E o presente é para a rainha
Eu, que não sou daqui, sou de lá
E que, mesmo outrora, não te fiz minha
Retorno e saúdo: Odoyá!
Sem poder reaver o que não tinha
Sem poder destruir tudo o que há
Sem poder ousar deixar-te sozinha
Sem poder garantir sempre voltar
Feliz por mais uma vez contemplar
Ao passo do decênio que se encaminha
De novo, o sorriso e o olhar
Agradeço o sentimento que se alinha
Neste presente a Yemanjá
A quem dedico cada linha
Jalba Santiago dos Santos Segundo
Este é o meu blog. Nele vocês verão que o mundo muda quando a gente muda. Logo, como estou mudando até quando estou parado... Em mim existem vários mundos (No bom sentido é claro!). Quam sabe você não se identifica com algum???
Lemnbrando que a ultima frase sempre é um link para uma música relacionada ao post.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
sábado, 23 de novembro de 2013
Dialética entre Regina e Chico. O Esquenta do Pedro Pedreiro (viagem musical) !
Apesar de nunca ter assistido ao programa na integra, já que minha TV só funciona para jogar videogame e exibir filmes há 3 anos, pelo muito que ouvi e pelos fragmentos deste programa que as vezes fui obrigado a "apreciar", pude constatar que o Esquenta é a cara do Brasil. Infelizmente!
Black is beautiful! Mas ele é lindo em qualquer condição. Exercendo qualquer profissão e atividade. o "Black" é tão lindo e capaz quanto qualquer outra cor ou etnia. Diferente do que prega, o Esquenta, o negro pode ocupar qualquer lugar na esfera social. Ao menos deveria ser assim, mas não é! Esse é o motivo do Esquenta ser a cara do Brasil. Neste pais existe um "Apartheid disfarçado todo dia..". A banda Adão Negro foi certeira quando afirmou que o negro quando se olha não se vê na TV ou, nas poucas horas que se vê, está sempre na cozinha. Qual a cozinha do negro? Funk (que aqui é bem diferente do de James Brow), pagode, esportes (preferencialmente o futebol), dança... Todas essas cozinhas são perfeitamente celebradas pelo Esquenta. O triste é que olhando para fora da caixa iluminada, vemos esta máxima televisiva se repetir fora da ficção. No Brasil "O negro segura a cabeça com a mão e chora!" Basta olhar para os colégios particulares, faculdades públicas, cargos de direção e gerenciais nas empresas...
Olhe ao redor! No Esquenta, no Brasil, só cabe ao negro o papel de Pedro Pedreiro. Pior, é que de acordo com a ideia do "plim plim" este Pedro Pedreiro, que quase nunca é penseiro, deve se orgulhar e festejar o fato de ficar esperando o trem. Como bem afirmava Chico Buarque, essa ideia deve ser propagada e sacramentada... Os Pedros Pedreiros devem esperar o trem que nunca vai passar, "para o bem de quem tem bem". Mas não cabe ao Pedro Pedreiro ter bens. A realidade é que pensando ou não, na atual conjuntura de "democracia racial brasileira" Pedro sempre ficará para trás. Pedro não deve pegar o trem, nem o trem e nem o bonde da história. Pedro deve aceitar a sua condição e esperar. Esperar o Carnaval, onde ricos se divertem dentro das "cordas grandes" e ao final do cortejo (que raramente é afro) vários Pedros vão varrer as latas que outros Pedros não conseguiram catar. Vão varrer os espetinho que tantos outros Pedros conseguiram vender, pois não cabe ao Pedro Pedreiro curtir o Carnaval que ele tanto ficou esperando. Na melhor das hipóteses ele vai trabalhar criando e produzindo a música (pagode, funk, axé...) ou tentando transmitir segurança num ciclo de Pedro prendendo Pedro para inglês ver. A mão do "Pedro" passava a vida limpando o que o branco sujava...Imagina só! Mas essa é a triste realidade!
Então Pedro (Preto, pobre, mulato, quase branco ou quase preto de tão pobre), só lhe cabe aceitar a sua condição de figurante nesse programa da vida real, onde o Diretor não é Pedro. Aceite e se contente com a espera eterna do do trem! Estão conseguindo lhe vender a ideia de que não é sensato esperar alguma coisa mais linda que o mundo. Por mais que facilmente qualquer coisa seja mais linda que o pobre mundo que lhe dão acesso. Entenda de uma vez por todas que o Deus do céu da Africa do Sul não está sendo forte o suficiente para tornar vermelho o sangue daqueles que pensam ter sangue azul. Faça como o Pedro Pedreiro da música de Chico Buarque!
(...)
Pedro pedreiro tá esperando a morte
Ou esperando o dia de voltar pro Norte
Pedro não sabe mas talvez no fundo
Espere alguma coisa mais linda que o mundo
Maior do que o mar, mas prá que sonhar se dá
O desespero de esperar demais
Quer ser pedreiro pobre e nada mais, sem ficar
Esperando, esperando, esperando
Esperando o sol, esperando o trem
Esperando aumento para o mês que vem
Esperando um filho prá esperar também
Esperando a festa, esperando a sorte
Esperando a morte, esperando o Norte
Esperando o dia de esperar ninguém
Esperando enfim, nada mais além
Da esperança aflita, bendita, infinita do apito de um trem
A verdade é que só lhe cabe, Pedro, aceitar... ou lutar! Não cabe a Reginas, Josés, Luizes, Fernandos, ou qualquer outro decidir isso por você!
Você Pedro (negro) pode ser qualquer coisa além de Pedro Pedreiro
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Sincretismo Agnóstico
Acordo praticando bondade
Ao desejar, sincero, bom dia.
Supero qualquer agonia.
Me salvo pela caridade.
Iansã que me proteja!
Sigo na fé de Jesus Cristo.
Por mais que pareça esquisito
Apelo para superar a peleja.
Da memória, passa longe...
No momento da alegria.
Agradecer ao meio dia?
Só mesmo se eu fosse um monge!
Buda, Krishna, Maomé...
Me cobram boas atitudes.
A fé também pega no pé.
Pecado fragiliza a saúde.
Me pergunto: O que importa?
Jesus amaldiçoou o Templo.
Mas nas rua, a todo momento
Há um pastor em uma porta
Te convidando para dentro...
Em nome dos dez por cento!

"Oh Deus! Onde estás que não responde!"
Quem era o Deus do navio negreiro?
Será que Deus é brasileiro?
Onde será que Deus se esconde?
Mas Deus está em todo lugar!
Na beleza, em cada esquina.
Na presa da ave de rapina.
Tudo se há de glorificar.
Mas pra mim é diferente!
Não se mostra em alegoria
Se mostra no dia a dia...
Num bom pensamento, que se acende.
Em cada gesto ou boa maneira.
Sem nomes, rótulos ou bandeira.
Num sorriso sem hipocrisia...
No boa noite, boa tarde ou bom dia!
Jalba Santiago doa Santos Segundo
Ao desejar, sincero, bom dia.
Supero qualquer agonia.
Me salvo pela caridade.
Iansã que me proteja!
Sigo na fé de Jesus Cristo.Por mais que pareça esquisito
Apelo para superar a peleja.
Da memória, passa longe...
No momento da alegria.
Agradecer ao meio dia?
Só mesmo se eu fosse um monge!
Buda, Krishna, Maomé...
Me cobram boas atitudes.
A fé também pega no pé.
Pecado fragiliza a saúde.
Me pergunto: O que importa?
Jesus amaldiçoou o Templo.
Mas nas rua, a todo momento
Há um pastor em uma porta
Te convidando para dentro...
Em nome dos dez por cento!
"Oh Deus! Onde estás que não responde!"
Quem era o Deus do navio negreiro?
Será que Deus é brasileiro?
Onde será que Deus se esconde?
Mas Deus está em todo lugar!
Na beleza, em cada esquina.
Na presa da ave de rapina.
Tudo se há de glorificar.
Mas pra mim é diferente!
Não se mostra em alegoria
Se mostra no dia a dia...
Num bom pensamento, que se acende.
Em cada gesto ou boa maneira.
Sem nomes, rótulos ou bandeira.
Num sorriso sem hipocrisia...
No boa noite, boa tarde ou bom dia!
Jalba Santiago doa Santos Segundo
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Livre-se solto!
Descarto o ter e deter
Onde o pronome espanta o adjetivo
A vaidade distancia do objetivo
O egoismo macula o substantivo
Na ânsia de ver e ser
Descarto o ter e deter
Sugiro que se desapegue
Que a todo pensamento ruim, se negue
Que qualquer bom sentimento, se regue
Na ânsia de ver e ser
Descarto o ter e deter
Pois o verdadeiro amor não se lavra em escritura
Não se envaidece com imposições ou tortura
Nem sucumbe ao ciúme e sua ditadura
Na ânsia de ver e ser
Livro-te para saber
Jalba Santiago dos Santos Segundo
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Pausa para o cafezinho!
No tempo que sempre me falta
Imerso na incessante rotina
Mil textos entranham à retina
Em nada minh'alma se exalta.
Entre relatórios, códigos e leis
A nada minha atenção se prende.
Parece nunca chegar a vez
De tudo que o coração pretende.
Ao compasso do relógio segue a razão
No contrapasso da razão estaciona a agonia.
Entre rubricas e números, zero emoção.
Zero coragem, temor, tristeza ou alegria.
Se falo de emoções, em cada palavra
Supero um muro interminável de "letras frias"
E nessa poesia que aqui se lavra.
Abandono os textos do dia a dia.
Se já escrevi, volto para a correria!
Jalba Santiago dos Santos Segundo
Imerso na incessante rotina
Mil textos entranham à retina
Em nada minh'alma se exalta.
Entre relatórios, códigos e leis
A nada minha atenção se prende.
Parece nunca chegar a vez
De tudo que o coração pretende.
Ao compasso do relógio segue a razão
No contrapasso da razão estaciona a agonia.
Entre rubricas e números, zero emoção.
Zero coragem, temor, tristeza ou alegria.
Se falo de emoções, em cada palavra
Supero um muro interminável de "letras frias"
E nessa poesia que aqui se lavra.
Abandono os textos do dia a dia.
Se já escrevi, volto para a correria!
Jalba Santiago dos Santos Segundo
quarta-feira, 27 de março de 2013
Trocando Quilômetros por Horas!
Nesse tempo que se mede em metros...
Quilômetros venceríamos em segundos!
E toda distância deste mundo
De nada serviria de parâmetro.
Mas nessa distância que nos separa
De horas de falta de assunto.
Mesmo quando estamos junto
Por nada a gente se repara.
Mas a métrica de nosso tempo é confusa
E o fuso que nos afasta, surpreende
Em cada momento de aproximação difusa
Surge no peito um sentimento consciente.
Só falta acertar o odômetro deste relógio
E aproximar o nosso tempo, de repente...!
Jalba Santiago dos Santos Segundo
Quilômetros venceríamos em segundos!
E toda distância deste mundo
De nada serviria de parâmetro.
Mas nessa distância que nos separa
De horas de falta de assunto.
Mesmo quando estamos junto
Por nada a gente se repara.
Mas a métrica de nosso tempo é confusa
E o fuso que nos afasta, surpreende
Em cada momento de aproximação difusa
Surge no peito um sentimento consciente.
Só falta acertar o odômetro deste relógio
E aproximar o nosso tempo, de repente...!
Jalba Santiago dos Santos Segundo
terça-feira, 19 de março de 2013
Manifesto contra o Inferno atual e o Demônio interior!
Muito tenho refletido sobre a nossa condição neste planeta. Vejo que o medo do que acontecerá após a morte e a crença na existência de um céu e um inferno cria um verdadeiro mercado de ações "post mortem" no qual as ações do presente, não tem outro significado que não o de título de investimento. Não nos importamos com os efeitos das nossas ações (adoro esse jogo de palavras) e sim com o poder de barganha que elas podem agregar no futuro.
Culpar as instituições (Política, Imprensa, Justiça...) é o caminha mais fácil de se colocar à parte deste problema. EU SOU O DIABO NESSE INFERNO! Quando fico, COVARDEMENTE, assistindo a tudo de camarote, ocupando o lugar de vítima, como se não pudesse interferir na solução. Mas não sou o único Lúcifer neste PURGATÓRIO! Lanço agora a minha garalhada demoníaca porque sei que você, que talvez esteja chocado com a minha confissão (neste puritanismo barato) me acompanha nesta ADMINISTRAÇÃO DIABÓLICA. Você também é o diabo. Temos que nos despir da nossa HIPOCRISIA. As instituições são formadas por homens e todos nós dividimos as CULPA e o PECADO! O que você faz, realmente, para que tudo isso melhore? Neste "mundo de dante" podemos, num primeiro momento transformar o que nos cerca em céu, precisamos num primeiro momento MUDAR AS NOSSAS AÇÕES. Depois devemos fiscalizar efetivamente os que se comprometeram a ajudar (e ganham muito bem para isso), ai conseguiremos mudar um pedacinho mais distante! Por fim temos que ensinar aos que chegam nesse inferno que este quadro pode mudar. BASTA ACREDITAR QUE FAZER O BEM NÃO É UMA TAREFA DIFÍCIL E QUE O PREÇO POR FAZER O MAL É CARO DE DURADOURO! Só com BONS VALORES e com uma educação voltada para a GENTILEZA e CIDADANIA poderemos transformar este INFERNO EM CÉU. Quero poder acreditar que tanto eu quanto Hobbes, estamos errados e que o HOMEM é sim a IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS!
Ps.: Não esqueçam de clicar nos links e compartilhar da minha revolta!
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