Vivemos e fecho os olhos.
De longe te vejo e olho.
Te olho e logo te sinto.
Mas sinto, se fecho os olhos.
Se escuro, apuro o tato.
Textura me lembra olfato.
Olfato arrepia a pele.
E o pulso que se acelere!
Memória faz real o toque.
Cenário traz pra boca o gosto.
Palavras no ouvido, o gozo.
Adrenalina à reboque!
O corpo logo se anima.
A vista é que inspira a rima.
Explode o verbo contido.
Poema de mil sentidos!
Jalba Santiago dos Santos Segundo
Este é o meu blog. Nele vocês verão que o mundo muda quando a gente muda. Logo, como estou mudando até quando estou parado... Em mim existem vários mundos (No bom sentido é claro!). Quam sabe você não se identifica com algum???
Lemnbrando que a ultima frase sempre é um link para uma música relacionada ao post.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
terça-feira, 22 de abril de 2014
"Ortofrutigranjeiro!!"
No hábito de brincar com as palavras
Quer seja com prosa ou poesia
Plantando rimas em meu dia a dia
Colho muitos poemas em cada safra.
Mas nesse semear, vocabulário
Há erva que sequer ouso encostar
É flor que não integra o meu rosário
Tal fruta venenosa, palavra amar
Degusto, sorvo todo alfabeto
Toco e cheiro cada palavra-flôr
Só não consigo chegar perto
De por na boca a palavra amor
Provar eu vou, fruto proibido!
Se seus efeitos me corroem à distância.
Já que é a distância que me faz constrangido.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Que o Abril, feche!
E assim se fez meu Abril
Que só de longe me sorriu.
Não houve toque
Eletrizante.
Choque
Energizante.
E assim se faz Abril.
Me perguntei: Onde?
Se longe...
O tempo se arrastou.
Abril quase não passou.
Não houve mote.
Nem poesia.
Ode
Alegria.
E assim se vai o Abril.
Com atraso, lentamente.
E eu peço encarecidamente...
Que venha logo Maio!
Que só de longe me sorriu.
Não houve toque
Eletrizante.
Choque
Energizante.
E assim se faz Abril.
Me perguntei: Onde?
Se longe...
O tempo se arrastou.
Abril quase não passou.
Não houve mote.
Nem poesia.
Ode
Alegria.
E assim se vai o Abril.
Com atraso, lentamente.
E eu peço encarecidamente...
Que venha logo Maio!
Fuga!
É tanto texto
Sempre brotam em nosso contexto.
Brotam texto e pretexto.
E assim arrumamos sempre um jeito.
De acontecer o que deve ser feito.
Com cuidado, fazemos direito.
E cada carinho vem mais perfeito.
Texto
Perfeito
Contexto
Pretexto
Direito
Assim está feito.
E contigo me deito!
Jalba Santiago dos Santos Segundo
Sempre brotam em nosso contexto.
Brotam texto e pretexto.
E assim arrumamos sempre um jeito.
De acontecer o que deve ser feito.
Com cuidado, fazemos direito.
E cada carinho vem mais perfeito.
Texto
Perfeito
Contexto
Pretexto
Direito
Assim está feito.
E contigo me deito!
Jalba Santiago dos Santos Segundo
terça-feira, 11 de março de 2014
Amor! Melhor não tentar explicar!
Se quebra, se cola, aos trancos e barrancos.
Existe amor de esconde - esconde
Some, aparece, ninguém sabe de onde.
Existe amor de utopia
Afirmavam estar lá, mas ninguém via.
Existe amor Marxista
Sempre uma luta de classe ou relação consumista.
Existe o amor cartesiano
Síntese, antítese, sem nunca sair dos planos.
Existe o amor "Vinúcius - Caymmi"
Relaxado como numa rede ou esteira de vime.
Existe aquele em suas mãos...
Sem definição, alocado em meu coração!
Jalba Santiago dos Santos Segundo
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Eterno em cada momento!
Sempre...
Temos medo de ser eterno.
Mesmo querendo que se prolongue.
Não planejamos nada, tão longe.
Não questionamos nada de perto.
Dizer, sempre, não é pecado.
Nunca dizer, não é correto.
Sempre queremos estar perto.
Sempre tememos estar errado.
E o tempo só nos passa acelerado.
De tão rápido, confundem-se os conceitos.
O eterno, passa a ser imediato.
O errado passa a ser direito .
O sempre passa a ser raro.
O largo passa a ser estreito.
Agora...
Pra que medo de ser eterno?
Miremos em qualquer longitude!
Façamos do que sentimos, algo externo!
Mergulhemos de qualquer altitude!
Tornemos o longe, perto!
Aproveitemos o eterno enquanto dure!
Jalba Santiago dos Santos Segundo
Temos medo de ser eterno.
Mesmo querendo que se prolongue.
Não planejamos nada, tão longe.
Não questionamos nada de perto.
Dizer, sempre, não é pecado.
Sempre queremos estar perto.
Sempre tememos estar errado.
E o tempo só nos passa acelerado.
De tão rápido, confundem-se os conceitos.
O eterno, passa a ser imediato.
O errado passa a ser direito .
O sempre passa a ser raro.
O largo passa a ser estreito.
Agora...
Pra que medo de ser eterno?
Miremos em qualquer longitude!
Façamos do que sentimos, algo externo!
Mergulhemos de qualquer altitude!
Tornemos o longe, perto!
Aproveitemos o eterno enquanto dure!
Jalba Santiago dos Santos Segundo
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Berimbau, oferenda, Yemanjá
Levo um presente pro mar
Supero, no caminho, o medo
Ouço o berimbau chamar
Sinal da cruz na ponta do dedo
Ladainha a fazer pensar
Angola jogo rasteiro
Esquiva pra não machucar
Gingar com um sorriso matreiro
Soslaio, o jeito de olhar
Negaça, jogo mandingueiro
No Rio Vermelho a vadiar
Domingo, acordo animado
Levo minha oferenda ao mar
Feliz, corpo ainda agitado
Capoeira no dia de Yemanjá
Jalba Santiago dos Santos Segundo
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